O tempo
Uma chuva incessante me revela
Na flagrante inquietação de sua queda
As lembranças que afloram do desassossego que me cerca
Tolices de uma alma muito crua
Das intempéries tortuosas de amargura
D’um poço mais profundo de quimera
Esse tempo que passa e sem pedir licença
Ensina dores que jamais desejara aprender
Intromissão descabida de um pedante
Que pudera, inevitável, tinha de ser
Ensinamento que dói em princípio
Que remove o chão que me sustenta
Rouba a sensação que alimenta
Os mais torturantes cortejos do suplício
Sois então o bem e o mal
Aquele que adoece e remedia
Que fornece e alivia as agonias
Desse festejo abominável de viver
O caderno tá caro mas a poesia não para
Por aqui ficarão meus pensamentos, meus sentimentos, que são compostos por muitas coisas, pessoas, tempos e gostos. Espero que um dia eles sirvam pra alguma coisa! Por enquanto servem só pra eu perder mais ainda meu tempo na internet!
Monday, June 25, 2007
Wednesday, March 14, 2007
Msn live
Depois de um bom tempo, redescubro o bem que escrever me faz.
Não que estivesse esse tempo todo sem escrever, mas perdi a vontade de publicar. Vamos ver se volta.
O "rumo aos 120" continua sempre. Já plantei uma goiabeira, e o filho fica pra mais tarde.
Sou uma pessoa só 1/3 completa.
Então, enquantosouincompleta...
Msn live!
On line
Mais uma vez estou na linha.
Bem vinda, diriam, os mais desavisados
Mas em minha direção há um trem desgovernado
De uma vontade, indefinida, que não sacia
Ausente
Esses sentidos que ora voam,
Até o seu apogeu quase invisível
Ora atrevidos subitamente ecoam
Do grito brusco em busca de um alívio
Ocupado
Uma mente que não pára
Desejos, ambições, amores, dúvidas
Sanções da confusão confessa e clara
Das cálidas lembranças mais esdrúxulas
Em ligação
Contato indireto com palavras
Bonitas, rudes, verídicas, falsas
Na maioria das vezes dizem mesmo é nada
Perigoso mundo torto, de intenções dissimuladas
Em horário de almoço
O corpo também padece
Diante das demandas e dos estorvos
Do ócio desgostoso
Que um fosso afagado resplandece
Volto logo
Não me entrego
Penso, desisto (não existo?!)
A calma brisa , o vento brando,
Evitam um fim menos austero
E por isso eu reitero
Estou off
Por favor, não deixe seu recado
Não que estivesse esse tempo todo sem escrever, mas perdi a vontade de publicar. Vamos ver se volta.
O "rumo aos 120" continua sempre. Já plantei uma goiabeira, e o filho fica pra mais tarde.
Sou uma pessoa só 1/3 completa.
Então, enquantosouincompleta...
Msn live!
On line
Mais uma vez estou na linha.
Bem vinda, diriam, os mais desavisados
Mas em minha direção há um trem desgovernado
De uma vontade, indefinida, que não sacia
Ausente
Esses sentidos que ora voam,
Até o seu apogeu quase invisível
Ora atrevidos subitamente ecoam
Do grito brusco em busca de um alívio
Ocupado
Uma mente que não pára
Desejos, ambições, amores, dúvidas
Sanções da confusão confessa e clara
Das cálidas lembranças mais esdrúxulas
Em ligação
Contato indireto com palavras
Bonitas, rudes, verídicas, falsas
Na maioria das vezes dizem mesmo é nada
Perigoso mundo torto, de intenções dissimuladas
Em horário de almoço
O corpo também padece
Diante das demandas e dos estorvos
Do ócio desgostoso
Que um fosso afagado resplandece
Volto logo
Não me entrego
Penso, desisto (não existo?!)
A calma brisa , o vento brando,
Evitam um fim menos austero
E por isso eu reitero
Estou off
Por favor, não deixe seu recado
Wednesday, January 10, 2007
Existência moderna – (A era da internet)
Meus assutos têm variado um pouco ultimamente, bom que não paro de publicar de vez...
Existência moderna
Desprezo esse mundo
Mundano, vagando
Deveras vagabundo
De cadeiras e telas mecânicas
Várias vozes caladas ecoam
Brado que ensurdece minha alma
Que desatina minha calma
Relações lacônicas!
Que destoam
Numa lista coexistem amigos, inimigos,
Família, (des)conhecidos
Números frios, mas incisivos
Que mostram a artificial jornada dos circos
Que se tornaram nossos convívios
Circo sem graça, sem visto, sem palhaçada.
Abomino esse mundo
De faces distorcidas
De fases pré-estabelecidas
Contagioso como vírus
Somos todos tolos em perfis de telas azuis
Páginas genuinamente alvas, com borrões
Na vida insípida das relações
Que norteiam a construção de cada estrada
Tortuosa porque assim o deveria ser
Verdade mórbida
Morta
Como a existência desse viver
Existência moderna
Desprezo esse mundo
Mundano, vagando
Deveras vagabundo
De cadeiras e telas mecânicas
Várias vozes caladas ecoam
Brado que ensurdece minha alma
Que desatina minha calma
Relações lacônicas!
Que destoam
Numa lista coexistem amigos, inimigos,
Família, (des)conhecidos
Números frios, mas incisivos
Que mostram a artificial jornada dos circos
Que se tornaram nossos convívios
Circo sem graça, sem visto, sem palhaçada.
Abomino esse mundo
De faces distorcidas
De fases pré-estabelecidas
Contagioso como vírus
Somos todos tolos em perfis de telas azuis
Páginas genuinamente alvas, com borrões
Na vida insípida das relações
Que norteiam a construção de cada estrada
Tortuosa porque assim o deveria ser
Verdade mórbida
Morta
Como a existência desse viver
Wednesday, November 29, 2006
Quero te esquecer
Quero te esquecer
Quero te esquecer
Deixar de lado sua frieza
A destreza moderada
Que desejo pr’essa estrada
Que construo sem por que
Quero te esquecer
Deixar de lado sua indiferença
Aquela que sempre me atenta
Aumenta a lacuna
Que já vinha dantes pretensa
A bater o meu sobrado
Quero te esquecer
Deixar de lado sua negligência
Que vai além da sua ausência
Momento em que a aparência
Não demonstra a impotência (ou mostra?!)
E ganha status maior do que interessa
E em instantes difíceis, por vezes de carência.
Não é contigo que posso contar
Quero te esquecer
Deixar de lado sua fuga
Na sua essência mais bruta
Pouco disfarçada, dissimulada
Abrupta
Porque ora se mostra, ora se oculta
E na falta da certeza absoluta
Interpreto como afirmação
Quero te esquecer
Deixar de lado sua alegria
Aquela que me contagia
Mas que sempre se refugia
Na ausência altiva e fria
Nas dores, na minha agonia
De quanto te quero e não sei se me queres
Quero te esquecer
Deixar de lado sua imaturidade
Que se manifesta na áspera realidade
Da forma de tratamento, à falta de amizade
Que o diálogo insípido faz questão de demonstrar
E muito além da idade
Questiona-se a finalidade
Do significado do verbo amar
Quero te esquecer
Deixar de lado sua frieza
A destreza moderada
Que desejo pr’essa estrada
Que construo sem por que
Quero te esquecer
Deixar de lado sua indiferença
Aquela que sempre me atenta
Aumenta a lacuna
Que já vinha dantes pretensa
A bater o meu sobrado
Quero te esquecer
Deixar de lado sua negligência
Que vai além da sua ausência
Momento em que a aparência
Não demonstra a impotência (ou mostra?!)
E ganha status maior do que interessa
E em instantes difíceis, por vezes de carência.
Não é contigo que posso contar
Quero te esquecer
Deixar de lado sua fuga
Na sua essência mais bruta
Pouco disfarçada, dissimulada
Abrupta
Porque ora se mostra, ora se oculta
E na falta da certeza absoluta
Interpreto como afirmação
Quero te esquecer
Deixar de lado sua alegria
Aquela que me contagia
Mas que sempre se refugia
Na ausência altiva e fria
Nas dores, na minha agonia
De quanto te quero e não sei se me queres
Quero te esquecer
Deixar de lado sua imaturidade
Que se manifesta na áspera realidade
Da forma de tratamento, à falta de amizade
Que o diálogo insípido faz questão de demonstrar
E muito além da idade
Questiona-se a finalidade
Do significado do verbo amar
Wednesday, November 08, 2006
(Des)Vínculos
Poema que fala sobre essas coisas da vida...sabe?
(Des)Vínculos
Acúmulo de desilusões
Cicatrizam a alma
Lesada e aprisionada
Por infindáveis esperas
Num fluxo corrente
Alguns vêm, outros vão,
E as feridas se ampliam
Consideração temível
Afeição que persiste
E fenece
Entristece
Permanente pretensão
Suposta conjunção
Dos seres solidários
Laços que se estreitam
E logo os desfazem
Tênue relação
Entes solitários
E continuamente me deparo
Insistência estúpida
Consciência abrupta
Que vez em quando emerge
D’um mar de quimera
No decúbito, me desaponto
Diferente eu quisera
E espero
Expectativa ainda de poder crer
No sentimento austero,
Que tolamente pensava
Ir para além de convenções genéticas
No princípio integro
Com um fim insípido
E não atendes
Não entendes
Que a vida ruma
Tal como um barco
Que mesmo parado
Segue ao desconhecido
E nem sempre vai ao óbvio
Trilhar distintos caminhos
Não significa seção
Que incomoda e isola
Dolente separação
E nega a história
Dantes vivida de forma conjunta
Amnésia coletiva e contagiosa
(Des)Vínculos
Acúmulo de desilusões
Cicatrizam a alma
Lesada e aprisionada
Por infindáveis esperas
Num fluxo corrente
Alguns vêm, outros vão,
E as feridas se ampliam
Consideração temível
Afeição que persiste
E fenece
Entristece
Permanente pretensão
Suposta conjunção
Dos seres solidários
Laços que se estreitam
E logo os desfazem
Tênue relação
Entes solitários
E continuamente me deparo
Insistência estúpida
Consciência abrupta
Que vez em quando emerge
D’um mar de quimera
No decúbito, me desaponto
Diferente eu quisera
E espero
Expectativa ainda de poder crer
No sentimento austero,
Que tolamente pensava
Ir para além de convenções genéticas
No princípio integro
Com um fim insípido
E não atendes
Não entendes
Que a vida ruma
Tal como um barco
Que mesmo parado
Segue ao desconhecido
E nem sempre vai ao óbvio
Trilhar distintos caminhos
Não significa seção
Que incomoda e isola
Dolente separação
E nega a história
Dantes vivida de forma conjunta
Amnésia coletiva e contagiosa
Sunday, November 05, 2006
Insistente afeição
Fiquei um bom tempo sem postar e sem escrever também, só voltei a escrever hoje! A cabeça tava voltada só pra formatura, momento único, que vou guardar pra toda a vida! Amei, mas nem me liguei de escrever sobre, no calor do momento. E o vinho também ia atrapalhar rs
Bom, vai um poema escrito em outubro! Faz um tempinho já!
Insistente afeição
Encanto
Constante recanto
Rumo ambíguo
Inconstante
Suscita meu pranto
Cobiça indesejada
Carência de palavras
De casa, de morada
Que sirva de abrigo
Contra o estável perigo
Que ronda e afronta
E remonta aquilo que abomino
O que temo e persigo
Involuntariamente
Desacredito
Mesmo assim insisto
Consisto e me visto num domo
Seu núcleo diferente,
Da aparente quietação
E padeço com minha aflição
Mente sujeita
Incontrolável
Reprimida em sua detestável liberdade
Que inventa e atenta
Sofre pelo vivente e inexistente
Impulsos covardes
Que sabem seu antídoto
Mesmo que negado
Refinado seria, aprazia temida,
Se não alcançada
Momentos tão raros
Escassos
E por mim desmotivados
No próximo andar da trilha
Que termina numa incógnita
Temida
Continuo enquanto posso
Enquanto o desejo ainda move
Remove curvas
E se mantém
E se prostra
Ao estúpido que subjuga
Insistente amor
Bom, vai um poema escrito em outubro! Faz um tempinho já!
Insistente afeição
Encanto
Constante recanto
Rumo ambíguo
Inconstante
Suscita meu pranto
Cobiça indesejada
Carência de palavras
De casa, de morada
Que sirva de abrigo
Contra o estável perigo
Que ronda e afronta
E remonta aquilo que abomino
O que temo e persigo
Involuntariamente
Desacredito
Mesmo assim insisto
Consisto e me visto num domo
Seu núcleo diferente,
Da aparente quietação
E padeço com minha aflição
Mente sujeita
Incontrolável
Reprimida em sua detestável liberdade
Que inventa e atenta
Sofre pelo vivente e inexistente
Impulsos covardes
Que sabem seu antídoto
Mesmo que negado
Refinado seria, aprazia temida,
Se não alcançada
Momentos tão raros
Escassos
E por mim desmotivados
No próximo andar da trilha
Que termina numa incógnita
Temida
Continuo enquanto posso
Enquanto o desejo ainda move
Remove curvas
E se mantém
E se prostra
Ao estúpido que subjuga
Insistente amor
Sunday, October 22, 2006
Infindável fim
Infindável fim
Com o tempo tão escasso que me resta
O que consigo é sofrer
Ausência plena
Que até no presente se manifesta
Vazio inflexível
De efeito abrasivo
Que desgasta
E doravante temível
Visto que há caminhos
Que o retorno é imprevisível
A confusão se intensifica
As demandas viram recíprocas
Não se suprem como antes habitual
Na verdade, se mostram
Com o convívio que as torna
Pouco menos cordial
Será um ponto que aumenta(?)
Num horizonte indefinido(?)
Que denota o fim do caminho
Estrada tortuosa
Desencontros em discurso
Difícil desde o seu princípio
Ainda que afável em seu percurso
O que permanece então
Ainda são as dúvidas
Que insistentes, encontram nas palavras,
Na tentativa de abortá-las,
Suposições, teorias
Que justificam sempre
A razão pro fim da longa espera
As faces se modificam
A história aufere novos personagens
Para além de enredos e passagens
Histórias singulares
Que desencantam
E assim, o ele(a) já não é mais ele(a)
Se envolve, ainda que sem intenção
-Inquietação-
O nós vai se tornando eu sem tu
O vós, espectador da trama de suposições
Que se desenvolvem pela falta de argumentações
E eles, que se fodam...
Com o tempo tão escasso que me resta
O que consigo é sofrer
Ausência plena
Que até no presente se manifesta
Vazio inflexível
De efeito abrasivo
Que desgasta
E doravante temível
Visto que há caminhos
Que o retorno é imprevisível
A confusão se intensifica
As demandas viram recíprocas
Não se suprem como antes habitual
Na verdade, se mostram
Com o convívio que as torna
Pouco menos cordial
Será um ponto que aumenta(?)
Num horizonte indefinido(?)
Que denota o fim do caminho
Estrada tortuosa
Desencontros em discurso
Difícil desde o seu princípio
Ainda que afável em seu percurso
O que permanece então
Ainda são as dúvidas
Que insistentes, encontram nas palavras,
Na tentativa de abortá-las,
Suposições, teorias
Que justificam sempre
A razão pro fim da longa espera
As faces se modificam
A história aufere novos personagens
Para além de enredos e passagens
Histórias singulares
Que desencantam
E assim, o ele(a) já não é mais ele(a)
Se envolve, ainda que sem intenção
-Inquietação-
O nós vai se tornando eu sem tu
O vós, espectador da trama de suposições
Que se desenvolvem pela falta de argumentações
E eles, que se fodam...
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