Quero te esquecer
Quero te esquecer
Deixar de lado sua frieza
A destreza moderada
Que desejo pr’essa estrada
Que construo sem por que
Quero te esquecer
Deixar de lado sua indiferença
Aquela que sempre me atenta
Aumenta a lacuna
Que já vinha dantes pretensa
A bater o meu sobrado
Quero te esquecer
Deixar de lado sua negligência
Que vai além da sua ausência
Momento em que a aparência
Não demonstra a impotência (ou mostra?!)
E ganha status maior do que interessa
E em instantes difíceis, por vezes de carência.
Não é contigo que posso contar
Quero te esquecer
Deixar de lado sua fuga
Na sua essência mais bruta
Pouco disfarçada, dissimulada
Abrupta
Porque ora se mostra, ora se oculta
E na falta da certeza absoluta
Interpreto como afirmação
Quero te esquecer
Deixar de lado sua alegria
Aquela que me contagia
Mas que sempre se refugia
Na ausência altiva e fria
Nas dores, na minha agonia
De quanto te quero e não sei se me queres
Quero te esquecer
Deixar de lado sua imaturidade
Que se manifesta na áspera realidade
Da forma de tratamento, à falta de amizade
Que o diálogo insípido faz questão de demonstrar
E muito além da idade
Questiona-se a finalidade
Do significado do verbo amar
Por aqui ficarão meus pensamentos, meus sentimentos, que são compostos por muitas coisas, pessoas, tempos e gostos. Espero que um dia eles sirvam pra alguma coisa! Por enquanto servem só pra eu perder mais ainda meu tempo na internet!
Wednesday, November 29, 2006
Wednesday, November 08, 2006
(Des)Vínculos
Poema que fala sobre essas coisas da vida...sabe?
(Des)Vínculos
Acúmulo de desilusões
Cicatrizam a alma
Lesada e aprisionada
Por infindáveis esperas
Num fluxo corrente
Alguns vêm, outros vão,
E as feridas se ampliam
Consideração temível
Afeição que persiste
E fenece
Entristece
Permanente pretensão
Suposta conjunção
Dos seres solidários
Laços que se estreitam
E logo os desfazem
Tênue relação
Entes solitários
E continuamente me deparo
Insistência estúpida
Consciência abrupta
Que vez em quando emerge
D’um mar de quimera
No decúbito, me desaponto
Diferente eu quisera
E espero
Expectativa ainda de poder crer
No sentimento austero,
Que tolamente pensava
Ir para além de convenções genéticas
No princípio integro
Com um fim insípido
E não atendes
Não entendes
Que a vida ruma
Tal como um barco
Que mesmo parado
Segue ao desconhecido
E nem sempre vai ao óbvio
Trilhar distintos caminhos
Não significa seção
Que incomoda e isola
Dolente separação
E nega a história
Dantes vivida de forma conjunta
Amnésia coletiva e contagiosa
(Des)Vínculos
Acúmulo de desilusões
Cicatrizam a alma
Lesada e aprisionada
Por infindáveis esperas
Num fluxo corrente
Alguns vêm, outros vão,
E as feridas se ampliam
Consideração temível
Afeição que persiste
E fenece
Entristece
Permanente pretensão
Suposta conjunção
Dos seres solidários
Laços que se estreitam
E logo os desfazem
Tênue relação
Entes solitários
E continuamente me deparo
Insistência estúpida
Consciência abrupta
Que vez em quando emerge
D’um mar de quimera
No decúbito, me desaponto
Diferente eu quisera
E espero
Expectativa ainda de poder crer
No sentimento austero,
Que tolamente pensava
Ir para além de convenções genéticas
No princípio integro
Com um fim insípido
E não atendes
Não entendes
Que a vida ruma
Tal como um barco
Que mesmo parado
Segue ao desconhecido
E nem sempre vai ao óbvio
Trilhar distintos caminhos
Não significa seção
Que incomoda e isola
Dolente separação
E nega a história
Dantes vivida de forma conjunta
Amnésia coletiva e contagiosa
Sunday, November 05, 2006
Insistente afeição
Fiquei um bom tempo sem postar e sem escrever também, só voltei a escrever hoje! A cabeça tava voltada só pra formatura, momento único, que vou guardar pra toda a vida! Amei, mas nem me liguei de escrever sobre, no calor do momento. E o vinho também ia atrapalhar rs
Bom, vai um poema escrito em outubro! Faz um tempinho já!
Insistente afeição
Encanto
Constante recanto
Rumo ambíguo
Inconstante
Suscita meu pranto
Cobiça indesejada
Carência de palavras
De casa, de morada
Que sirva de abrigo
Contra o estável perigo
Que ronda e afronta
E remonta aquilo que abomino
O que temo e persigo
Involuntariamente
Desacredito
Mesmo assim insisto
Consisto e me visto num domo
Seu núcleo diferente,
Da aparente quietação
E padeço com minha aflição
Mente sujeita
Incontrolável
Reprimida em sua detestável liberdade
Que inventa e atenta
Sofre pelo vivente e inexistente
Impulsos covardes
Que sabem seu antídoto
Mesmo que negado
Refinado seria, aprazia temida,
Se não alcançada
Momentos tão raros
Escassos
E por mim desmotivados
No próximo andar da trilha
Que termina numa incógnita
Temida
Continuo enquanto posso
Enquanto o desejo ainda move
Remove curvas
E se mantém
E se prostra
Ao estúpido que subjuga
Insistente amor
Bom, vai um poema escrito em outubro! Faz um tempinho já!
Insistente afeição
Encanto
Constante recanto
Rumo ambíguo
Inconstante
Suscita meu pranto
Cobiça indesejada
Carência de palavras
De casa, de morada
Que sirva de abrigo
Contra o estável perigo
Que ronda e afronta
E remonta aquilo que abomino
O que temo e persigo
Involuntariamente
Desacredito
Mesmo assim insisto
Consisto e me visto num domo
Seu núcleo diferente,
Da aparente quietação
E padeço com minha aflição
Mente sujeita
Incontrolável
Reprimida em sua detestável liberdade
Que inventa e atenta
Sofre pelo vivente e inexistente
Impulsos covardes
Que sabem seu antídoto
Mesmo que negado
Refinado seria, aprazia temida,
Se não alcançada
Momentos tão raros
Escassos
E por mim desmotivados
No próximo andar da trilha
Que termina numa incógnita
Temida
Continuo enquanto posso
Enquanto o desejo ainda move
Remove curvas
E se mantém
E se prostra
Ao estúpido que subjuga
Insistente amor
Sunday, October 22, 2006
Infindável fim
Infindável fim
Com o tempo tão escasso que me resta
O que consigo é sofrer
Ausência plena
Que até no presente se manifesta
Vazio inflexível
De efeito abrasivo
Que desgasta
E doravante temível
Visto que há caminhos
Que o retorno é imprevisível
A confusão se intensifica
As demandas viram recíprocas
Não se suprem como antes habitual
Na verdade, se mostram
Com o convívio que as torna
Pouco menos cordial
Será um ponto que aumenta(?)
Num horizonte indefinido(?)
Que denota o fim do caminho
Estrada tortuosa
Desencontros em discurso
Difícil desde o seu princípio
Ainda que afável em seu percurso
O que permanece então
Ainda são as dúvidas
Que insistentes, encontram nas palavras,
Na tentativa de abortá-las,
Suposições, teorias
Que justificam sempre
A razão pro fim da longa espera
As faces se modificam
A história aufere novos personagens
Para além de enredos e passagens
Histórias singulares
Que desencantam
E assim, o ele(a) já não é mais ele(a)
Se envolve, ainda que sem intenção
-Inquietação-
O nós vai se tornando eu sem tu
O vós, espectador da trama de suposições
Que se desenvolvem pela falta de argumentações
E eles, que se fodam...
Com o tempo tão escasso que me resta
O que consigo é sofrer
Ausência plena
Que até no presente se manifesta
Vazio inflexível
De efeito abrasivo
Que desgasta
E doravante temível
Visto que há caminhos
Que o retorno é imprevisível
A confusão se intensifica
As demandas viram recíprocas
Não se suprem como antes habitual
Na verdade, se mostram
Com o convívio que as torna
Pouco menos cordial
Será um ponto que aumenta(?)
Num horizonte indefinido(?)
Que denota o fim do caminho
Estrada tortuosa
Desencontros em discurso
Difícil desde o seu princípio
Ainda que afável em seu percurso
O que permanece então
Ainda são as dúvidas
Que insistentes, encontram nas palavras,
Na tentativa de abortá-las,
Suposições, teorias
Que justificam sempre
A razão pro fim da longa espera
As faces se modificam
A história aufere novos personagens
Para além de enredos e passagens
Histórias singulares
Que desencantam
E assim, o ele(a) já não é mais ele(a)
Se envolve, ainda que sem intenção
-Inquietação-
O nós vai se tornando eu sem tu
O vós, espectador da trama de suposições
Que se desenvolvem pela falta de argumentações
E eles, que se fodam...
Saturday, October 21, 2006
Efêmeros pathos
Poema escrito em raro dia que alegria e inspiração se combinam! Ainda que com as tradicionais ressalvas.
Ps: Pathos = sentimentos
Efêmeros pathos
Ainda sinto sua boca
Numa ampla constância
A saliva que umedece
Prevalece e encanta
Afetuosos momentos raros
Laços que se tecem
E divertem
E se diferem daquilo que me habituei
Momentos cobiçados
Que guardo asilado
E não mostro com o vigor que nele há
Mas sinto
E levito
Como nuvens que insistem em não se desfazer
Esfriar e descer
E deixar de emanar todo o seu encanto
E parece que vale a pena
Altivo sentido
Semblante ativo
Paliativo se comparado ao brio
Da tenra chama que nos une
Que alternadamente mostra-se imune
Outras tênue e indiferente
Sorrio
Te vejo e imagino
E recrio um início
Um meio ditoso
Um fim nulo, tortuoso
Que espero não prever
Menos ainda viver
Suplício
Ps: Pathos = sentimentos
Efêmeros pathos
Ainda sinto sua boca
Numa ampla constância
A saliva que umedece
Prevalece e encanta
Afetuosos momentos raros
Laços que se tecem
E divertem
E se diferem daquilo que me habituei
Momentos cobiçados
Que guardo asilado
E não mostro com o vigor que nele há
Mas sinto
E levito
Como nuvens que insistem em não se desfazer
Esfriar e descer
E deixar de emanar todo o seu encanto
E parece que vale a pena
Altivo sentido
Semblante ativo
Paliativo se comparado ao brio
Da tenra chama que nos une
Que alternadamente mostra-se imune
Outras tênue e indiferente
Sorrio
Te vejo e imagino
E recrio um início
Um meio ditoso
Um fim nulo, tortuoso
Que espero não prever
Menos ainda viver
Suplício
Thursday, October 12, 2006
Passageiro
Vou postar logo dois pra compensar! Não tenho o hábito de colocar as datas de quando escrevo esses poemas, esse por exemplo não é tão atual, não sei se isso é bom ou ruim...mas deixemos isso pra lá...
Tive um dificuldade pra escolher o título desse poema, na verdade, sempre tenho. Geralmente fica uma palavrinha só...as vezes ela exprime a essência do poema, as vezes não. Fico mais tempo pra criar um título d q o próprio poema...vai entender!
Passageiro
Por que me engano tão facilmente
Dissimulo momentos
Que sei serem falsos
Mentira complacente
Face inversa
Que insiste em aparecer
E se torna altiva
Preponderante
E tudo aquilo volta a ser o que era antes
Cansativo
Desgasta e lapida de forma indesejada
Almejada por terceiros
O amor que alternadamente
Mostra-se verdadeiro
Frágil e derradeiro
Distante e factível
E nunca dantes tão sofrível
Mantém-se circunscrito
Assim como o era
Assim como uma esfera
Que acaba onde se inicia
E tão previsível é
Que faz de tolos todos
Tortos caminhos mortos
Envoltos e portos
Que nada de seguro tem
Tratar-nos com diferença nos contenta
E com igualdade nos atenta
Aos mais genuínos sentidos
Imersos na frustração estúpida humana
Cálida existência
Vida mundana
Ser único pra alguém requer atributos
Que nos fogem ao controle
Dependem de combinação
De paixão, de emoção, de sensação
E porque não, da constatação
De que essa busca não demanda receitas acabadas
Acontece de forma verdadeira, porém tão freqüente passageira
Que desanima
Perguntas sem resposta
Busca pelo entendimento que não se entende
Que se sente,
O tempo auxilia, revela e impera
Mas sua agilidade austera
Impede a visão ampla
E engana
Instabilidade de sensações perturbadora
Tão duradoura que imperativa
E inspira
Confunde a cada instante
Presente ou ausente
E mostra verdades indesejadas
Fuga imediata, negação do próprio eu
Que se modifica, se confunde e incomoda
Do mesmo modo que incorpora novas formas visíveis
Imprime vontades imperecíveis
Que não acatadas, como previsível
Frustram e acabam
E chega-se a um fim passageiro...
Tive um dificuldade pra escolher o título desse poema, na verdade, sempre tenho. Geralmente fica uma palavrinha só...as vezes ela exprime a essência do poema, as vezes não. Fico mais tempo pra criar um título d q o próprio poema...vai entender!
Passageiro
Por que me engano tão facilmente
Dissimulo momentos
Que sei serem falsos
Mentira complacente
Face inversa
Que insiste em aparecer
E se torna altiva
Preponderante
E tudo aquilo volta a ser o que era antes
Cansativo
Desgasta e lapida de forma indesejada
Almejada por terceiros
O amor que alternadamente
Mostra-se verdadeiro
Frágil e derradeiro
Distante e factível
E nunca dantes tão sofrível
Mantém-se circunscrito
Assim como o era
Assim como uma esfera
Que acaba onde se inicia
E tão previsível é
Que faz de tolos todos
Tortos caminhos mortos
Envoltos e portos
Que nada de seguro tem
Tratar-nos com diferença nos contenta
E com igualdade nos atenta
Aos mais genuínos sentidos
Imersos na frustração estúpida humana
Cálida existência
Vida mundana
Ser único pra alguém requer atributos
Que nos fogem ao controle
Dependem de combinação
De paixão, de emoção, de sensação
E porque não, da constatação
De que essa busca não demanda receitas acabadas
Acontece de forma verdadeira, porém tão freqüente passageira
Que desanima
Perguntas sem resposta
Busca pelo entendimento que não se entende
Que se sente,
O tempo auxilia, revela e impera
Mas sua agilidade austera
Impede a visão ampla
E engana
Instabilidade de sensações perturbadora
Tão duradoura que imperativa
E inspira
Confunde a cada instante
Presente ou ausente
E mostra verdades indesejadas
Fuga imediata, negação do próprio eu
Que se modifica, se confunde e incomoda
Do mesmo modo que incorpora novas formas visíveis
Imprime vontades imperecíveis
Que não acatadas, como previsível
Frustram e acabam
E chega-se a um fim passageiro...
Depois de um tempo sem postar...Momento
Fiquei um bom tempo sem postar aqui. Uma pq tô sem tempo de escrever até msg de celular, tá ruim o negócio...outra q meu pc tava ruim, quase perdi td q escrevo, os publicáveis e os não publicáveis! Mas o importante é que a poesia não pára, as vezes tá mais presente outras menos, mas nunca saíra da minha vida, porque me faz bem! Grata surpresa!
Momento
Ouvidos atentos
Sedentos
Que aguardam
Resguardam-se um pouco
E fenecem na infindável espera
Que tão logo chega
Díspar daquilo idealizado
Frieza habitual
Amor pedante
Que se torna cálido
Gradualmente
Anseio permanente
Findo tal momento
O risco se exauriu
Posterior ao pleno gozo
Não mais tão insosso
Como em prévia assim julgava ser
E nesse alento
Me contento e me renovo
Adormeci confortada
Entre seus braços
Na busca da tal morada
Enfim encontro
Ditosos laços
Que amarram dores e amores
Num mesmo nó
Que tornam meu decúbito
Pouco menos só
Momento
Ouvidos atentos
Sedentos
Que aguardam
Resguardam-se um pouco
E fenecem na infindável espera
Que tão logo chega
Díspar daquilo idealizado
Frieza habitual
Amor pedante
Que se torna cálido
Gradualmente
Anseio permanente
Findo tal momento
O risco se exauriu
Posterior ao pleno gozo
Não mais tão insosso
Como em prévia assim julgava ser
E nesse alento
Me contento e me renovo
Adormeci confortada
Entre seus braços
Na busca da tal morada
Enfim encontro
Ditosos laços
Que amarram dores e amores
Num mesmo nó
Que tornam meu decúbito
Pouco menos só
Sunday, September 10, 2006
Instante singular
Instante singular
Ainda sinto teu cheiro
Sua face junto a minha
Tua respiração no meu ouvido
Zumbido afável, irrestrito
Momento único
De transformação
Do subjetivo em material
De conjugação dos sentidos
Carnal
Desejo impetuoso
Íntimo por natureza
Convenção que reprime
Boçal destreza
Cada forma
Instante, semblante, riso
Revivo
No pensar em ti
Cansativo amor
Que me atenta
Me alimenta
Provoca dor
Superlativo contraditório
Notório
Indefectível clamor
E me inspira
Momentos bons que te ofereço
Que recebo com apreço
Que desejo e anseio
E quero só pra mim
Pena serem raros
Escassos
Remontados a cada dia
Apatia do meu ser
Ainda sinto teu cheiro
Sua face junto a minha
Tua respiração no meu ouvido
Zumbido afável, irrestrito
Momento único
De transformação
Do subjetivo em material
De conjugação dos sentidos
Carnal
Desejo impetuoso
Íntimo por natureza
Convenção que reprime
Boçal destreza
Cada forma
Instante, semblante, riso
Revivo
No pensar em ti
Cansativo amor
Que me atenta
Me alimenta
Provoca dor
Superlativo contraditório
Notório
Indefectível clamor
E me inspira
Momentos bons que te ofereço
Que recebo com apreço
Que desejo e anseio
E quero só pra mim
Pena serem raros
Escassos
Remontados a cada dia
Apatia do meu ser
Thursday, August 31, 2006
Alívio breve
De vez em quando é preciso relaxar um pouco e tentar analisar as coisas através de uma ótica mais otimista. É difícil...mas a gente tenta.
Alívio breve
Um instante de alívio
Um momento de convívio
Estar contigo
Sentido ambíguo
Dúvidas que pairam
Aparam minha aresta
Fresta desnuda
Encoberta, incompleta
Luz incidente
Iluminando o vazio
Momento em que o frio
Arde complacente
As dúvidas se calam
Ainda que provisório
Quiçá ilusório
Bem estar compulsório
Que desejo com vigor
Grande desejo
Que toma o meu corpo
Para além do gozo
Físico, imaginário
Amor
Questão constante
Fascinante busca pelo sentido
Daquilo que nos detém
Nos convém
Caligem intensa
Impede a manifestação
Da famigerada razão
Que insiste em não se impor
Alívio breve
Um instante de alívio
Um momento de convívio
Estar contigo
Sentido ambíguo
Dúvidas que pairam
Aparam minha aresta
Fresta desnuda
Encoberta, incompleta
Luz incidente
Iluminando o vazio
Momento em que o frio
Arde complacente
As dúvidas se calam
Ainda que provisório
Quiçá ilusório
Bem estar compulsório
Que desejo com vigor
Grande desejo
Que toma o meu corpo
Para além do gozo
Físico, imaginário
Amor
Questão constante
Fascinante busca pelo sentido
Daquilo que nos detém
Nos convém
Caligem intensa
Impede a manifestação
Da famigerada razão
Que insiste em não se impor
Solidão a dois
Solidão a dois
Olho e não te vejo
Face escondida, perdida
Situação indefinida
Volúvel desejo
Dúvidas que pairam
Confundem e desunem
E vagam
E fundem anseio ao descaso
Muito além do físico
Imaterial privação
Inflexível e típico
Previsível seção
Por um simples olhar
Sinto-me desamparada
Freqüente pesar
Lucidez indesejada
Olhar que nem sempre basta
Carência de palavras
Atos e manifestos
Demandas inatas
Escrever sua agonia
Covardia de quem se esquiva
De converter em palavras ditas
Aquilo que necessita
Olho e não te vejo
Face escondida, perdida
Situação indefinida
Volúvel desejo
Dúvidas que pairam
Confundem e desunem
E vagam
E fundem anseio ao descaso
Muito além do físico
Imaterial privação
Inflexível e típico
Previsível seção
Por um simples olhar
Sinto-me desamparada
Freqüente pesar
Lucidez indesejada
Olhar que nem sempre basta
Carência de palavras
Atos e manifestos
Demandas inatas
Escrever sua agonia
Covardia de quem se esquiva
De converter em palavras ditas
Aquilo que necessita
Saturday, August 19, 2006
Escrita
O ato de escrever também inspira ao escrever!
Escrita
Atividade comumente adotada
De exprimir sentimentos com palavras
Tornando duradouros
Sentimentos, argumentos, falas
Composição gradual, parcial
Cultivando um todo
Complacente
Humilde esboço
Pretencioso
Definição do ser
Do parecer
Do querer ser
Do padecer
Arrancar feridas abertas
Transferi-las pra fora
Numa idéia ativa
Liberdade provisória
Rapsódia
Trechos sem sentidos
Combinação de vivência e memória
Significados inferidos
Alívio, escrita viciante,
Inspiração que se busca
Nutre o sofrer para se desenvolver
Masoquismo fétido, constante e destrutivo,
Perda da consciência almejada, processo cíclico,
Assustador porque espontâneo.
Escrita
Atividade comumente adotada
De exprimir sentimentos com palavras
Tornando duradouros
Sentimentos, argumentos, falas
Composição gradual, parcial
Cultivando um todo
Complacente
Humilde esboço
Pretencioso
Definição do ser
Do parecer
Do querer ser
Do padecer
Arrancar feridas abertas
Transferi-las pra fora
Numa idéia ativa
Liberdade provisória
Rapsódia
Trechos sem sentidos
Combinação de vivência e memória
Significados inferidos
Alívio, escrita viciante,
Inspiração que se busca
Nutre o sofrer para se desenvolver
Masoquismo fétido, constante e destrutivo,
Perda da consciência almejada, processo cíclico,
Assustador porque espontâneo.
Indiferença
Outro poeminha que gosto muito. Pra variar, feito num dia de mau humor!
Indiferença
Habita nossa interseção
Destrói no âmago
A construção de um sentimento
Desgasta uma relação
Além da (in)correspondência
Combinada a frieza
Tão freqüente, que rotineira
Presença ligeira
Fuga
Teoria pessimista
Denota o real, desigual
Contudo realista
Tentando entender
Vejo-me abatida
Percepção de algo estranho
Intento que perturba
Cansaço, fadiga
Recorrente incerteza
Que abre fendas
Gênese do fim
Infactíveis emendas
Prematuro fim
Indesejado
Visivelmente próximo
Assaz premeditado
O tal do amor
Prélio constante
Diário, exaustivo
Pedante, lascivo
Indiferença
Habita nossa interseção
Destrói no âmago
A construção de um sentimento
Desgasta uma relação
Além da (in)correspondência
Combinada a frieza
Tão freqüente, que rotineira
Presença ligeira
Fuga
Teoria pessimista
Denota o real, desigual
Contudo realista
Tentando entender
Vejo-me abatida
Percepção de algo estranho
Intento que perturba
Cansaço, fadiga
Recorrente incerteza
Que abre fendas
Gênese do fim
Infactíveis emendas
Prematuro fim
Indesejado
Visivelmente próximo
Assaz premeditado
O tal do amor
Prélio constante
Diário, exaustivo
Pedante, lascivo
Bom dia?!
O manual da boa educação diz que desejar bom dia é fundamental pra o bom convívio de uma comunidade e a gente sai desejando isso pra todo mundo que encontra no corredor (inclusive eu nos dias de bom humor), mas bom dia pode significar tanta coisa, com diferentes concepções de pessoa pra pessoa...o que é bom pra mim pode não ser pra outrem...e por aí vai a questão...
Bom dia
Familiar expressão
Dita involuntariamente
Repetida aleatoriamente
Deformação
Além de expressão
Concepção confusa, abstrusa
De significado amplo,
De difícil definição
Relativismo inerente
Cerne ao entendimento
Ignorância patente
Evidente desconhecimento
Um dia de sorriso
Falso Indicativo
Lágrimas surpreendem
Denotando o aprazível
Lágrimas contraditórias
Aparente incoerência
Encantadora dubiedade
Indefectível benevolência
Na adversidade
Conforta, alivia
No contentamento,
Externaliza
Bom dia,
Expressão artificial,
Implenitude concreta
Elocução vazia
Bom dia
Familiar expressão
Dita involuntariamente
Repetida aleatoriamente
Deformação
Além de expressão
Concepção confusa, abstrusa
De significado amplo,
De difícil definição
Relativismo inerente
Cerne ao entendimento
Ignorância patente
Evidente desconhecimento
Um dia de sorriso
Falso Indicativo
Lágrimas surpreendem
Denotando o aprazível
Lágrimas contraditórias
Aparente incoerência
Encantadora dubiedade
Indefectível benevolência
Na adversidade
Conforta, alivia
No contentamento,
Externaliza
Bom dia,
Expressão artificial,
Implenitude concreta
Elocução vazia
Wednesday, August 16, 2006
Saudade
Esse tá pequeno, queria ter escrito mais, inspiração não é exatamente o que falta...quem sabe dps complemento...
Saudade
Palavra única
Úmida
De lágrimas intransigentes
Faces (des)sorridentes
Dor profunda
Incansável padecer
Lacuna desnuda
Asfixia do ser
Impiedosa
Invade pensamento
Corrói os sentidos
Inibe o movimento
Presença
Imprescindível tê-la
Desfaz a perda
Alenta
E torna
Provisório alívio
Retorna
Iludir insípido
Saudade
Palavra única
Úmida
De lágrimas intransigentes
Faces (des)sorridentes
Dor profunda
Incansável padecer
Lacuna desnuda
Asfixia do ser
Impiedosa
Invade pensamento
Corrói os sentidos
Inibe o movimento
Presença
Imprescindível tê-la
Desfaz a perda
Alenta
E torna
Provisório alívio
Retorna
Iludir insípido
Demasiado amor
Segundo poema, um dos meus preferidos. Já tenho outros mas vou postar aqui devagar, porque a produção depende do humor, e geralmente mau humor...
Demasiado amor
Sensação instantânea
Alienação momentânea
Incontestável
Incontrolável
Basta o olhar, o tocar
Bastar estar
Drenar em cada vaso
Um instante inevitável
Liberdade improvável
Prisão dos sentidos
Refém de uma euforia
Alforria (im)permissível
Tolerância
Palavra inóspita
Dissabor sensitivo
Dissonância
Dor profunda
Impetra o inatingível
Interior pretensioso
Gozo desaprazível
Prisioneiros de um ideal
Condicionar felicidade a um igual
Pretensão de tolos
Convenção de todos
Demasiado amor
Sensação instantânea
Alienação momentânea
Incontestável
Incontrolável
Basta o olhar, o tocar
Bastar estar
Drenar em cada vaso
Um instante inevitável
Liberdade improvável
Prisão dos sentidos
Refém de uma euforia
Alforria (im)permissível
Tolerância
Palavra inóspita
Dissabor sensitivo
Dissonância
Dor profunda
Impetra o inatingível
Interior pretensioso
Gozo desaprazível
Prisioneiros de um ideal
Condicionar felicidade a um igual
Pretensão de tolos
Convenção de todos
Primeiro poeminha! - Amor -
Primeiro poema a gente nunca esquece e começo o blog com ele...se bem que fiz um quando era muuito criança, muuito bobinho, que vou ver se eu acho e coloco aqui!
Os poemas agora tornaram-se mais adultos, inspirados em sentimentos que eu jamais sonharia em ter nessa época. Meio viajantes, é verdade, mas nem tudo nessa vida é pra ser entendido mesmo.
Amor
Satisfação
Sentimento imediato, fulminante, ruminante
Inefável
Não obstante
Há aquele paulatino
Desatino de quem pensa, quiçá inventa
Evasivo
Sensação
Distinta a cada dia
Todavia
...
Exaustão
Seu fim premeditado
Como tudo
Limitado
Razão de ser, sentir, ferir e seguir
Sem razão
Eu amo
Tu amas
Todos
Ninguém
Os poemas agora tornaram-se mais adultos, inspirados em sentimentos que eu jamais sonharia em ter nessa época. Meio viajantes, é verdade, mas nem tudo nessa vida é pra ser entendido mesmo.
Amor
Satisfação
Sentimento imediato, fulminante, ruminante
Inefável
Não obstante
Há aquele paulatino
Desatino de quem pensa, quiçá inventa
Evasivo
Sensação
Distinta a cada dia
Todavia
...
Exaustão
Seu fim premeditado
Como tudo
Limitado
Razão de ser, sentir, ferir e seguir
Sem razão
Eu amo
Tu amas
Todos
Ninguém
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