Fiquei um bom tempo sem postar e sem escrever também, só voltei a escrever hoje! A cabeça tava voltada só pra formatura, momento único, que vou guardar pra toda a vida! Amei, mas nem me liguei de escrever sobre, no calor do momento. E o vinho também ia atrapalhar rs
Bom, vai um poema escrito em outubro! Faz um tempinho já!
Insistente afeição
Encanto
Constante recanto
Rumo ambíguo
Inconstante
Suscita meu pranto
Cobiça indesejada
Carência de palavras
De casa, de morada
Que sirva de abrigo
Contra o estável perigo
Que ronda e afronta
E remonta aquilo que abomino
O que temo e persigo
Involuntariamente
Desacredito
Mesmo assim insisto
Consisto e me visto num domo
Seu núcleo diferente,
Da aparente quietação
E padeço com minha aflição
Mente sujeita
Incontrolável
Reprimida em sua detestável liberdade
Que inventa e atenta
Sofre pelo vivente e inexistente
Impulsos covardes
Que sabem seu antídoto
Mesmo que negado
Refinado seria, aprazia temida,
Se não alcançada
Momentos tão raros
Escassos
E por mim desmotivados
No próximo andar da trilha
Que termina numa incógnita
Temida
Continuo enquanto posso
Enquanto o desejo ainda move
Remove curvas
E se mantém
E se prostra
Ao estúpido que subjuga
Insistente amor
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