Quero te esquecer
Quero te esquecer
Deixar de lado sua frieza
A destreza moderada
Que desejo pr’essa estrada
Que construo sem por que
Quero te esquecer
Deixar de lado sua indiferença
Aquela que sempre me atenta
Aumenta a lacuna
Que já vinha dantes pretensa
A bater o meu sobrado
Quero te esquecer
Deixar de lado sua negligência
Que vai além da sua ausência
Momento em que a aparência
Não demonstra a impotência (ou mostra?!)
E ganha status maior do que interessa
E em instantes difíceis, por vezes de carência.
Não é contigo que posso contar
Quero te esquecer
Deixar de lado sua fuga
Na sua essência mais bruta
Pouco disfarçada, dissimulada
Abrupta
Porque ora se mostra, ora se oculta
E na falta da certeza absoluta
Interpreto como afirmação
Quero te esquecer
Deixar de lado sua alegria
Aquela que me contagia
Mas que sempre se refugia
Na ausência altiva e fria
Nas dores, na minha agonia
De quanto te quero e não sei se me queres
Quero te esquecer
Deixar de lado sua imaturidade
Que se manifesta na áspera realidade
Da forma de tratamento, à falta de amizade
Que o diálogo insípido faz questão de demonstrar
E muito além da idade
Questiona-se a finalidade
Do significado do verbo amar
Por aqui ficarão meus pensamentos, meus sentimentos, que são compostos por muitas coisas, pessoas, tempos e gostos. Espero que um dia eles sirvam pra alguma coisa! Por enquanto servem só pra eu perder mais ainda meu tempo na internet!
Wednesday, November 29, 2006
Wednesday, November 08, 2006
(Des)Vínculos
Poema que fala sobre essas coisas da vida...sabe?
(Des)Vínculos
Acúmulo de desilusões
Cicatrizam a alma
Lesada e aprisionada
Por infindáveis esperas
Num fluxo corrente
Alguns vêm, outros vão,
E as feridas se ampliam
Consideração temível
Afeição que persiste
E fenece
Entristece
Permanente pretensão
Suposta conjunção
Dos seres solidários
Laços que se estreitam
E logo os desfazem
Tênue relação
Entes solitários
E continuamente me deparo
Insistência estúpida
Consciência abrupta
Que vez em quando emerge
D’um mar de quimera
No decúbito, me desaponto
Diferente eu quisera
E espero
Expectativa ainda de poder crer
No sentimento austero,
Que tolamente pensava
Ir para além de convenções genéticas
No princípio integro
Com um fim insípido
E não atendes
Não entendes
Que a vida ruma
Tal como um barco
Que mesmo parado
Segue ao desconhecido
E nem sempre vai ao óbvio
Trilhar distintos caminhos
Não significa seção
Que incomoda e isola
Dolente separação
E nega a história
Dantes vivida de forma conjunta
Amnésia coletiva e contagiosa
(Des)Vínculos
Acúmulo de desilusões
Cicatrizam a alma
Lesada e aprisionada
Por infindáveis esperas
Num fluxo corrente
Alguns vêm, outros vão,
E as feridas se ampliam
Consideração temível
Afeição que persiste
E fenece
Entristece
Permanente pretensão
Suposta conjunção
Dos seres solidários
Laços que se estreitam
E logo os desfazem
Tênue relação
Entes solitários
E continuamente me deparo
Insistência estúpida
Consciência abrupta
Que vez em quando emerge
D’um mar de quimera
No decúbito, me desaponto
Diferente eu quisera
E espero
Expectativa ainda de poder crer
No sentimento austero,
Que tolamente pensava
Ir para além de convenções genéticas
No princípio integro
Com um fim insípido
E não atendes
Não entendes
Que a vida ruma
Tal como um barco
Que mesmo parado
Segue ao desconhecido
E nem sempre vai ao óbvio
Trilhar distintos caminhos
Não significa seção
Que incomoda e isola
Dolente separação
E nega a história
Dantes vivida de forma conjunta
Amnésia coletiva e contagiosa
Sunday, November 05, 2006
Insistente afeição
Fiquei um bom tempo sem postar e sem escrever também, só voltei a escrever hoje! A cabeça tava voltada só pra formatura, momento único, que vou guardar pra toda a vida! Amei, mas nem me liguei de escrever sobre, no calor do momento. E o vinho também ia atrapalhar rs
Bom, vai um poema escrito em outubro! Faz um tempinho já!
Insistente afeição
Encanto
Constante recanto
Rumo ambíguo
Inconstante
Suscita meu pranto
Cobiça indesejada
Carência de palavras
De casa, de morada
Que sirva de abrigo
Contra o estável perigo
Que ronda e afronta
E remonta aquilo que abomino
O que temo e persigo
Involuntariamente
Desacredito
Mesmo assim insisto
Consisto e me visto num domo
Seu núcleo diferente,
Da aparente quietação
E padeço com minha aflição
Mente sujeita
Incontrolável
Reprimida em sua detestável liberdade
Que inventa e atenta
Sofre pelo vivente e inexistente
Impulsos covardes
Que sabem seu antídoto
Mesmo que negado
Refinado seria, aprazia temida,
Se não alcançada
Momentos tão raros
Escassos
E por mim desmotivados
No próximo andar da trilha
Que termina numa incógnita
Temida
Continuo enquanto posso
Enquanto o desejo ainda move
Remove curvas
E se mantém
E se prostra
Ao estúpido que subjuga
Insistente amor
Bom, vai um poema escrito em outubro! Faz um tempinho já!
Insistente afeição
Encanto
Constante recanto
Rumo ambíguo
Inconstante
Suscita meu pranto
Cobiça indesejada
Carência de palavras
De casa, de morada
Que sirva de abrigo
Contra o estável perigo
Que ronda e afronta
E remonta aquilo que abomino
O que temo e persigo
Involuntariamente
Desacredito
Mesmo assim insisto
Consisto e me visto num domo
Seu núcleo diferente,
Da aparente quietação
E padeço com minha aflição
Mente sujeita
Incontrolável
Reprimida em sua detestável liberdade
Que inventa e atenta
Sofre pelo vivente e inexistente
Impulsos covardes
Que sabem seu antídoto
Mesmo que negado
Refinado seria, aprazia temida,
Se não alcançada
Momentos tão raros
Escassos
E por mim desmotivados
No próximo andar da trilha
Que termina numa incógnita
Temida
Continuo enquanto posso
Enquanto o desejo ainda move
Remove curvas
E se mantém
E se prostra
Ao estúpido que subjuga
Insistente amor
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