Meus assutos têm variado um pouco ultimamente, bom que não paro de publicar de vez...
Existência moderna
Desprezo esse mundo
Mundano, vagando
Deveras vagabundo
De cadeiras e telas mecânicas
Várias vozes caladas ecoam
Brado que ensurdece minha alma
Que desatina minha calma
Relações lacônicas!
Que destoam
Numa lista coexistem amigos, inimigos,
Família, (des)conhecidos
Números frios, mas incisivos
Que mostram a artificial jornada dos circos
Que se tornaram nossos convívios
Circo sem graça, sem visto, sem palhaçada.
Abomino esse mundo
De faces distorcidas
De fases pré-estabelecidas
Contagioso como vírus
Somos todos tolos em perfis de telas azuis
Páginas genuinamente alvas, com borrões
Na vida insípida das relações
Que norteiam a construção de cada estrada
Tortuosa porque assim o deveria ser
Verdade mórbida
Morta
Como a existência desse viver